domingo, 27 de maio de 2018

MOTORISTAS ABASTECEM CARROS COM ÁLCOOL DE FARMÁCIA

O desabastecimento de combustíveis levou motoristas do Distrito Federal a recorrerem ao álcool de farmácia para encher tanques de motocicletas e carros flex. De acordo com reportagem do site Metrópoles, os estoques de álcool com teor de 93 ºGL esgotou em diversas drogarias da cidade.

Porém, o recurso só pode ser usado como paliativo. Álcool de graduação mais baixa, como o 54ºGL (vendido em supermercados e utilizado para limpeza doméstica) tem concentração de água mais alta e dificilmente fará o motor a combustão funcionar.

COM A PALAVRA, MONSENHOR ADELMAR: A MALEDICÊNCIA


O CD tem repertório escolhido pelo professor Albérico Fernandes, a partir do acervo da família Mota Valença. O disco foi gravado no Digital Home Studio, com direção de Roberto Lima. O professor Carlos Janduy é o responsável pelo BG que incluem pérolas como "Oração de São Francisco", "Smile", "Ária de 4ª Corda de Back", Estudo nº 8 de Villa Lobos" e "Cidades e Capitais", de Waldir Mansur.

Saiba mais sobre o Mons. Adelmar da Mota Valença, click no link abaixo:

sábado, 26 de maio de 2018

HISTÓRIA DE GARANHUNS: A "COLUNA LOUCA" NA REVOLUÇÃO DE 30

"Tiro de Guerra 45" no Parque Euclides Dourado antes da
partida para Maceió, em outubro de 1930 - Primeiro Plano:
Mário Lyra, José Gaspar, Dr. Ivo Júnior, Tenente Amâncio
Nunes - No Segundo Plano: Dr. Eurico P. Lira e Josafá
Pereira
 
Por Nelson Paes de Macedo (1980)

ENTREVISTA HISTÓRICA: Jaime Luna foi um dos componentes da "Coluna Mário Lyra", a famosa "Coluna Louca". Hoje, um dos seus remanescentes, razão por que fazendo história, estamos fazendo esta entrevista.

Nelson Paes - Jayme Luna, você considera o Movimento Militar de 1930, a última revolução romântica do Brasil?

Jayme Luna - Não, a revolução de 30 foi uma consequência das revoluções de 22 e 24.

Nelson Paes - A revolução eclodiu no dia 3 de outubro; nós perguntamos, se muito antes, você e os seus companheiros encontravam-se psicologicamente preparados para aderir ao movimento?

Jayme Luna - Poucos. Valeu mais o entusiasmo e vibração próprios dos jovens.

Nelson Paes - Saindo do Tiro de Guerra 45,  uma unidade aquartelada em Garanhuns, sob o comando de um sargento, como passou para o comando de Mário Lyra, que era um civil?

Jayme Luna - O Tiro de Guerra 45 era uma sociedade cívico-militar e os ensinamentos militares eram ministrados por um sargento, o qual obrigatoriamente pertencia a um Quadro denominado Quadro de Instrutores (QI).

Nelson Paes - O Sargento aderiu? Se aderiu, por que não ficou no comando?

Jayme Luna - Aderiu. Não ficou no comando da tropa porque Mário Lyra foi o Chefe da Revolução em Garanhuns, além disso, já havia recebido do General Juarez Távora, ainda na fase preparatória para a eclosão do Movimento, num dos seus encontros, as honras de Capitão.
Mário Lyra
Nelson Paes - Quando foi instalado o governo municipal revolucionário de Garanhuns a quem assumiu a Prefeitura?

Jayme Luna - Em 6 de outubro de 1930. Assumiu a Prefeitura o Sr. Fausto Lemos. Nesse sentido dirigiu Mário Lyra ofício ao dr. Jônas Costa, Juiz de Direito da Comarca.

Nelson Paes - E como se deu a invasão ao Estado de Alagoas? O deslocamento foi imediato e qual o meio de transporte?

Jayme Luna - Deixamos Garanhuns no dia 9 de outubro, utilizando como transporte caminhões e carros de passeio, requisitados a particulares.

Nelson Paes - Qual foi o local da partida?

Jayme Luna - Depois de feita a explicação aos componentes do Tiro de Guerra 45, presente, que devíamos entrar em território alagoano, com José Gaspar da Silva, dizendo em voz alta "quem não for covarde dê um passo à frente" e os atiradores formando os pelotões. Fizemos ligeiro desfile pelas ruas centrais, falando na praça Dom Moura, Ivo Junior e Uzzae Canuto. Após essa ligeira pausa, dirigimo-nos ao bairro de Heliópolis, já acompanhados por muita gente. Tomamos os caminhões e automóveis e partimos para atingir a Usina Serra Grande em São José  da Lage ao anoitecer. Nas localidades onde passava a Coluna Mário Lyra, designava autoridades revolucionárias. Isso ocorreu a 9 de outubro.

Nelson Paes - De quantos homens era o efetivo da tropa?

Jayme Luna - 200 homens, mais ou menos até entrarmos em Maceió.

Neslon Paes - Havia entusiasmo no seio da Coluna?

Jayme Luna - Muito entusiasmo entre quase todos. Um ou outro é que "chiava".

Nelson Paes - Quando invadiram Maceió?

Jayme Luna - Após passar a Coluna por algumas cidades alagoanas, entramos, em Maceió na tarde de 11 de outubro de 1930, sob os aplausos do povo nas ruas que nos ovacionava entusiasticamente dando vivas à Revolução.

Nelson Paes - Houve reação do Governo de Alagoas?

Jayme Luna - Nenhuma reação encontramos. Soubemos que algumas horas antes da chegada, forte contingente da polícia alagoana se encontrava entrincheirada no Tabuleiro dos Martins, periferia de Maceió, mas, em virtude de ter o governador deixado o palácio, o referido contingente retirou-se imediatamente.

Nelson Paes - É verdade que Mário Lyra transmitiu para o governador um telegrama estratégico, o qual ocasionou a fuga daquele governante? Lembra-se dos termos do telegrama? Qual a procedência?

Jayme Luna - Não sei se houve telegrama. Mas, da Usina Serra Grande, Mário Lyra falou pelo rádio daquela Empresa para Maceió e afirmou que a Coluna marchava em direção daquela Capital.

Nelson Paes - E as forças que partiram do Recife para Maceió?

Jayme Luna - Estas só chegaram no dia 13 de outubro, pelas 10 horas da manhã antecipando-se a "Coluna Mário Lyra" em quase dois dias.

Nelson Paes - Como surgiu o nome de "Coluna Louca" e qual a razão?

Jayme Luna - Ao saber, o General Juarez Távora, da façanha da "Coluna Mário Lyra" ao entrar em Maceió com componentes do Tiro de Guerra e outras pessoas que aderiram à causa, achou que havia sido uma loucura e então cognominou-se de Coluna Louca.

Nelson Paes - Qual a média de idade daquele contingente revolucionário?

Jayme Luna - 23 e 24 anos no máximo.

Nelson Paes - Seguiu mais gente de Garanhuns?

Jayme Luna - Houve outras remessas de jovens do Tiro de Guerra 45 quase uma semana depois, a qual viajou no trem da antiga Great Western, mas grande parte regressou logo à Garanhuns.

Nelson Paes - Quando partiram para a Bahia?

Jayme Luna - Demoramos em Maceió o indispensável para a organização da Coluna com o aumento do efetivo com gente de Alagoas; distribuição de fardamento, calçados, etc. Viajamos no "Comendador Peixoto" em Penedo, pelo Rio São Francisco. O navio levava atrelado, dois batelões grandes, sendo um de cada lado, rio acima, mas  ao anoitecer já se avistando as luzes de Propriá, engalhou em um banco-de-areia. Só às 5 horas da manhã do  dia 26 de outubro é que continuamos a viagem utilizando os batelões a vela. Aguardamos um pouco e então tomamos um trem que nos conduziu a Aracaju, onde ficamos aquartelados na Escola Norma Rui Barbosa.

Nelson Paes - E a outra etapa da viagem?

Jayme Luna - Passamos dois dias em Aracaju e a 28 de outubro, às 18 horas embarcamos num trem de carga, chegando no dia seguinte às 22 horas a Salvador.

Nelson Paes - A viagem tão demorada ofereceu alguma anormalidade?

Jayme Luna - O trem parou inopinadamente à certa altura da viagem. É que um homem a cavalo fazia sinais para o maquinista da composição. Só depois soubemos que o homem veio avisar que ali bem próximo estava dando-se um combate.

Nelson Paes - Ficaram em Salvador por muito tempo?

Jayme Luna - Alguns dias, depois quando Mário Lyra recebeu ordens para deslocar a Coluna Louca até Jequié afim de dar combate aos "jagunços" do chefe sertanejo Horácio de Matos. Pouco depois, soube-se que o Cel. Horácio de Matos havia se rendido.

Nelson Paes - Poderia e nisso acreditamos na sua prodigiosa memória, citar nomes de componentes da "Coluna Louca"?

Jayme Luna - Mário Sarmento Pereira Lyra, advogado Sátiro Ivo Júnior, médico Eurico Pontes de Lyra, 1º Sargento do Exército Amâncio Nunes da Silva, Sargentos do Destacamento de Garanhuns, Veríssimo e João Ramalho dos Santos, Sargento Instrutor da Escola Correcional de Menores Epaminondas; Soldado-corneteiro da mesma. Escola, cujo nome ignoro, mas tratava-se de um policial-militar; Josaphat Pereira, Osmário Sarmento de Pontes, Antonio Sarmento de Pontes (Antonio Lyra), Aloísio Gomes Cabral, Antero Wanderely, Lourival Wanderley (Lourinho), Pedro Firmino, Napoleão Leitão, Jorge Martins, José Belarmino dos Santos (José Belarmino), Jorge de Oliveira Santos (Jorge Preto), Antônio Ramalho dos Santos, Lourival Jatobá, Manoel Vieira dos Anjos, Carlos Tenório Vila Nova, Acácio Luna, Milton Maciel, Adalberto Aragão, Antônio Alves Vilela, Francisco Ferreira da Costa (Tico Marinheiro), Laiete Rezende, Isnard Souza, Abel Pantaleão, Arlindo Marques, Julio Costa, Waldemiro Café, José Mota da Silva Rosa, Tirso Ivo, Israel Lyra, Agenor Moraes, Tiago Veloso, Dermeval Matos, Mário Matos (Dentista), João Leite Cavalcanti (Jota Leite), José Paulo de Miranda, Aristóteles Valença, Francisco de Assis Pessoa, Euclides Mendes, Leopoldo Leite Cavalcanti, Luiz Pereira Junior, Hemetério Correia, Carlos Ribeiro da Silva (Carlos Bomba), José Ferreira de Mélo (José Carroceria), Olímpio Noronha, João Brasil (João Pirão), Luiz Montanha, Antônio Correia de Mélo (Antônio Duque), Hermilo Costa, Renato Lins, José Gaspar da Silva, Julio Cordeiro Wanderley (Julio Beira Branca), Alfredo Barbosa de Queiroz, Gerson de Souza Lima, Siloé Passos, Artur de Chico Vitor, Milton Vieira, José Torres, Antonio Pereira, João Pedrosa, Vicente Pinheiro, Oscar Leite Cavalcanti, João Ferreira Caldas (João de Francino), Maurício Amorim, Ozéas Rodrigues da Rocha, José Monte (Zeca Monte), Sebastião Quintino, José Roque, Walter de Mélo Morel (Filhinho da Mamãe), Antônio Bastos Carneiro (Carneiro), José Matias, Orlando Campos e outros.

Nelson Paes - Mesmo longe você tinha notícias de Garanhuns?

Jayme Luna - Em Salvador encontramos Álvaro Brasileiro Tenório, o qual embora tenha trabalhado muito pela revolução, não nos acompanhou na Coluna Mário Lyra, engajou-se com Pedro Frias, João Teles, Nicéas Filho e Cardozinho, sobrinho de Dom Moura, na Coluna Coronel Juracy Magalhães. Pois bem. Álvaro Tenório nos deu notícias das festas, passeatas e comícios que eram promovidos por Josemyr Correia e Reinaldo Lins, este intelectual palmarense passando temporada em Garanhuns. Também José Coelho Rodrigues, prestou relevantes serviços a revolução.

Nelson Paes - Quando se deu o regresso a Garanhuns?

Jayme Luna - Embarcamos em Salvador pelo navio "João Alfredo", do Loyd no dia 10 de novembro e desembarcamos no Recife no dia 12. Do Porto rumamos para o centro da cidade e ficamos alojados no Quartel das Cinco Pontas, de onde saímos no dia 15 de novembro de regresso a Garanhuns, viajamos em trem especial da Great Western. Em Glicério, hoje, Paquevira, uma Comissão composta de pessoas da melhor representação social de nossa terra foi ao nosso encontro para os cumprimentos em nome da cidade. A chegada do trem, tivemos calorosa recepção por parte da população, principalmente dos nossos familiares.

Nelson Paes - E o que diz você quanto ao comportamento de Mário Lyra como chefe da revolução de 30 em Garanhuns?

Jayme Luna - Mário Lyra teve um excelente comportamento. Sóbrio, probo, inteligente, não permitindo hostilidades aos políticos derrotados. Foi um homem de bem.

Nelson Paes - Quando um radialista faz uma entrevista no final, entrega o microfone ao entrevistado. Nós estamos entregando a Jayme Luna, uma pena, desculpe uma caneta esferográfica (como tudo mudou); que você diga o que nós não soubemos perguntar, o que faltou nesta entrevista.

Jayme Luna - Acredito que tudo ou quase tudo foi perguntado no que concerne a participação de Garanhuns através de sua mocidade na revolução de 1930 na qual teve tão destacada atuação. A revolução nos trouxe muitas coisas boas: as legislações trabalhistas e sociais, o voto secreto com extensão às mulheres, etc, mas mesmo assim ainda deixou algo a desejar.

Fonte: Jornal O Monitor de 11 de outubro de 1980 - Acervo de Ulisses Viana de Barros Neto

AOS 88 ANOS, CAMINHONEIRA MAIS VELHA DO BRASIL DIZ QUE GREVE É NECESSÁRIA

Nahyra Schwanke
do Blog do Paulo Sampaio

Com o fêmur quebrado desde ontem, a caminhoneira gaúcha Nahyra Schwanke, 88 anos, mantém uma lucidez invejável. Do alto de 60 anos de estrada, ela afirma categoricamente que a paralisação dos caminhões “é necessária”. Nahyra diz que o motorista que atualmente dirige seu Mercedes-Benz Axor 2536-S não fica com quase nada de dinheiro no fim de 300 quilômetros. “Descontando o combustível e a parte dele, sobram R$ 130 líquidos para mim. Você acha que tem cabimento?

Filha única do dono de um armazém, Nahyra diz que precisou trabalhar muito cedo para sustentar a família.  “Eu acompanhei o trabalho do meu pai desde pequena, um dia passei a manobrar o caminhão e logo estava na estrada. Ele teve (mal de) Parkinson, perdeu a força para trabalhar”, conta ela. Ao mesmo tempo, Nahyra engravidou e tornou-se mãe de uma menina que criou sozinha. “Tinha de pagar a escola dela”, lembra. A filha tornou-se advogada, casou-se e teve uma menina também.

A  “vovó caminhoneira”, como Nahyra ficou conhecida, deixou a estrada há apenas dois anos, por causa de varizes que apareceram em suas pernas em decorrência de um  período tão longo trabalhando sentada. “Isso causou ulceração nas nas pernas”, diz ela, que não entregou os pontos. Ainda hoje, ela ainda acompanha o motorista que dirige seu caminhão. “Só não fui junto desta vez por causa da fratura na perna”, diz

Descendente de alemães, loira de olhos azuis, Nahyra diz que cansou de ouvir na estrada comentários como “lugar de mulher é na cozinha”, mas nunca deu importância. Também nunca se casou. Baseada na cidade de Não Me Toque, a 300 km km de Porto Alegre, ela disse em entrevista ao blog que chegava a viajar seis mil quilômetros por mês, principalmente pelo Nordeste e Centro-Oeste do país, sob a proteção única de Nossa Senhora da Aparecida.

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES (UBE) RECEBE NOVOS ASSOCIADOS EM GARANHUNS

Renato Siqueira e Alexandre Santos
Nesta sábado (26) a partir das 19:00 horas, no Centro de Convenções Monte Sinai, do Garanhuns Palace Hotel, a União Brasileira de Escritores (UBE) núcleo Garanhuns, estará recebendo seus novos associados: dr. Ulisses Pereira, artista plástico e escritor Wando Pontes, prof. Eugênio Sobrinho e o acadêmico Givaldo Calado de Freitas. Confirmadas as presenças do escritor Alexandre Santos, presidente da executiva nacional da UBE, e do secretário geral o escritor Edson Mendes.

União Brasileira de Escritores (UBE), núcleo Garanhuns, tem como presidente o escritor José Renato Siqueira.  Desde sua fundação  em agosto de 2016, o núcleo vem tendo uma grande atuação em movimentos literários e culturais com a participação de escritores do município de Garanhuns e região.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

COM A PALAVRA, MONSENHOR ADELMAR: O VALOR DE UM SORRISO

           

MEMÓRIAS DE GARANHUNS: NELSON PAES DE MACEDO

Nelson Paes de Macedo
Por Ulisses Pinto

Na história das comunidades, sejam elas pequenas ou grandes, há personagens que precisam ter o pranto da gratidão, o silêncio em sinal de respeito, de veneração, de  solidariedade cristã, de amor. Nelson Paes de Macedo, que acaba de tombar, sem dúvida alguma, ficará eterno em nossa Garanhuns que ele amou até a morte. A sua Garanhuns querida parece que ficou pequena. O meu amigo, amigo de verdade mesmo, apesar dos 59 anos de idade, era aquela árvore frondosa, aquela criatura que politicamente falando, não tinha partido. Sei que nos "velhos tempos" pertencia a UDN como eu. Digo que ele não tinha agremiação porque, na verdade, o Tenente do Exército Nelson Paes, pertencia ao partido de Garanhuns e da sua gente.

A sua morte foi cruel para o mundo intelectual da cidade. Foi ele o autor do Hino do Centenário de Garanhuns. Recebeu com orgulho, a Medalha do Centenário como  prova de seus grandes e inestimáveis serviços prestados à terra de Souto Filho, à terra dos "Mochileiros" que ele tinha orgulho de dizer.

Era poeta, jornalista, compositor, pesquisador de fatos e coisas da nossa história. Era um "raio de luz", um denodado defensor das causas sagradas de minha terra, da sua terra. Ele era a expressão do bem comum. Era possuidor de um caráter sem contestação e sobretudo, leal aos seus princípios, grande por ser simples, poderoso por ser humilde.

Foi bom pai, bom filho, bom irmão e gostava dos seus parentes, grandes ou pequenos. Fui seu amigo, de longas datas, inclusive quando serviu como sargento no saudoso 21º Batalhão de Caçadores aqui sediado no tempo da última guerra mundial.

Lutador por uma Garanhuns progressista, por uma Garanhuns sempre com tendências para o alto como está no seu brasão da Cidade Centenária.

Era membro do Grêmio Cultural Ruber van der Linden, instituição preciosa pelo bem da cultura da sua Garanhuns, terra das "Colinas Verdejantes".

O Colégio Diocesano do padre Adelmar, com suas histórias foi seu segundo lar. E como era lindo, edificante, vê o Nelson Paes, elogiando o seu Educandário e participando do desfile dos ex-alunos. A história o guardará para sempre, mesmo depois de morto.

Era Nelson que gostava de dizer que a morte era apenas uma passagem para uma vida melhor. Creio que suas palavras estão certas como bom católico que era. Falar da vida de Nelson Paes, dos seus trabalhos na imprensa, inclusive no jornal O Monitor que ele amava tanto, seria enfadonho. Afinal de contas, o querido cidadão-soldado que hoje dorme o sono dos justos, foi sempre um homem preocupado em servir ao seu semelhante, ao homem do povo, aos seus parentes. Ele era o sol da fraternidade em defesa dos humildes, a chama viva de sempre querer lutar pela sua terra - Garanhuns.

O pranteado morto, não tinha mágoas de ninguém e era querido por todos os segmentos políticos.

Admirava as cores rubro-negras, em se tratando do futebol.  Muito gratificante foi o gesto de reconhecimento público, sentimental do prefeito José Inácio Rodrigues de ter decretado luto oficial por três dias em todo o município pela grande perda que nossa cidade sofreu. Também é digna de nota, de compreensão, a atitude do presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro Leite Cavalcanti em cooperação com todos os vereadores da Casa  Raimundo de Morais, de ter mandado colocar no salão principal o corpo inerte de Nelson Paes antes da sua sepultura.

Ele já objetivava tomar providências para as solenidades do nascimento do grande Souto Filho, a correr no dia 29 de agosto do ano em curso quando será comemorado nesta cidade o seu centenário. Eis o que dizia em carta dona Gerusa Souto Malheiros a minha pessoa, no dia 27 do mês passado: "O nosso parente Nelson Paes, aqui residente, tem se interessado bastante sobre o Centenário de Papai". Era assim, este baluarte com os filhos ilustres de Garanhuns, que já se preparava lançar três livros inclusive um de poesias e poemas.

Nelson: Quero prestar minha especial homenagem neste momento, reproduzindo as palavras de Bertolt Brechet: "Há homens que lutam um dia, e são bons. Há outros que lutam uma ano, e são melhores. Há os que lutam muitos anos, e são muitos bons. Mas há os que lutam toda vida, e estes são imprescindíveis". Você, meu querido amigo e parente, foi assim sua luta pela vida, semeando o bem.

Uma artéria em Garanhuns certamente terá seu nome. Será mais uma homenagem póstuma a Nelson Paes de Macedo, relíquia da grande terra outrora habitada pelos "cariris".

Adeus amigo, você viverá eternamente no coração dos que seguirão o seu exemplo de homens simples, patriota, cristão, correto, digno, bravo lutador pelo progresso de Garanhuns e da sua gente que chora a sua perda irreparável. Mas Deus já o acobertou com o manto da bondade, pois você Nelson, em vida foi a suprema Bondade.

(Texto Lido pelo jornalista Ulisses Peixoto Pinto no Cemitério São Miguel em Garanhuns, por ocasião do seu sepultamento em 15 de fevereiro de 1986).

Nelson Paes de Macedo era natural de Garanhuns, nascido no ano de 1926. Era filho de Antonio Francisco Paes de Macedo e de Alice Paes de Macedo. Estudou no Colégio Diocesano de Garanhuns.


No período da Segunda Guerra Mundial serviu ao Exército no 21º BC, atingindo o posto de Sargento, quando se desligou por motivo de doença

Nelson Paes de Macedo faleceu, em Recife no dia 14 de fevereiro de 1986.



CRISE EXPÕE FRAGILIDADE DO GOVERNO TEMER

A greve dos caminhoneiros expôs a fragilidade do governo Michel Temer, revelou movimentos políticos para as eleições de outubro e mostrou o distanciamento de antigos aliados no Congresso. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou em nova rota de colisão com Temer e com seu colega Eunício Oliveira (MDB-CE), que comanda o Senado. A briga atravessou a Praça dos Três Poderes e provocou impasse.

Dias após desistir de disputar novo mandato e anunciar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles pelo MDB, Temer sofre as consequências do fim de um governo impopular. Além de enfrentar o racha no MDB, ele também perdeu apoio na Câmara e no Senado.

NOTA DA GRE-AM: JOGOS ESCOLARES REGIONAIS (JER) TEMPORARIAMENTE SUSPENSOS


TRANSPORTE URBANO DE GARANHUNS TERÁ HORÁRIO ALTERADO ATÉ O DOMINGO (27)

A Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes informa que, em razão da greve dos caminhoneiros realizada em todo o país, as duas empresas que atuam no segmento de Transporte Público em Garanhuns, São Cristóvão e Padre Cícero, reduzirão o funcionamento de sua frota, a partir desta sexta-feira (25). As empresas divulgaram novos horários que valem de sexta até o domingo (27/05). As linhas Parque Fênix L1, Várzea, Viana e Moura/Papaterra, Cidade das Flores e Quartel L1 NÃO vão estar em circulação neste período.

Seguem as linhas que estarão em funcionamento no período e os horários correspondentes:

Padre Cícero - 01 ônibus a cada 40 minutos das seguintes linhas:

- João da Mata
- Mundaú

São Cristóvão - 02 ônibus a cada 40 minutos das seguintes linhas:

- Cohab 1;
- Cohab 2;
- Cohab 3;
- Vila do Quartel;
- Indiano;
- Parque Fênix;
- Brasília.

São Cristóvão - 01 ônibus a cada 60 minutos das seguintes linhas:

- Garoinha;
- Manoel Camelo;
- JM. Dourado

Secom/PMG